ALIMENTO INDUSTRIALIZADO: O ESTIGMA E A REALIDADE.

Não é só porque é in natura ou feito em casa que é bom. Não é só porque é industrializado que não é bom.

Na estrutura da sociedade, com parte da população habitando as grandes cidades, não é possível viver apenas de alimentos in natura. A grande vantagem é que as indústrias adquirem as matérias-primas para o produto fazendo o controle de qualidade. Existe toda uma regulamentação exigida para o controle e industrialização.

A indústria tem processos de padronização, segurança e qualidade que a gente não tem em casa.

Thomas Malthus, já no ano de 1798, defendia que a população cresceria em ritmo acelerado, superando a oferta de alimentos, o que resultaria em problemas como a fome e a miséria. Comparava a população crescendo em progressão geométrica (2,4,8,16,32), que é muito maior do que o crescimento da produção de alimentos, que aumenta segundo uma progressão aritmética (2,4,6,8,10,12).

Entretanto, a inserção de novas técnicas no meio rural aumentou a oferta de alimentos. A modernização tecnológica conseguiu ampliar o desenvolvimento do cultivo das terras, fazendo com que a produção de alimentos fosse suficiente, chegando também a uma progressão geométrica. Assim, a fome e a miséria não poderiam mais ser atribuídas à incapacidade produtiva de alimentos, como Malthus acreditava, mas sim, à sua má conservação e distribuição.

Um ótimo exemplo de comparação entre qualidade e produtividade é o pão, que pode ser processado em casa, em estabelecimentos ou em indústrias. A diferença de uma padaria, por exemplo, está no processamento em pequena escala. Já a indústria, faz o mesmo processo em grande escala. Não é porque saiu da indústria que o alimento é mais, ou menos saudável.

Veja só uma parte das entidades e órgãos de controle e legislação para esse setor industrial: ANVISA, MAPA, IOFI – International Organization of the Flavor Industry (para aditivo aromatizante), FEMA – Flavor & Extract Manufacturers Association (EUA), GRAS – Generally Recognized as Safe (para componentes naturais e sintéticos, que dispensam um limite de dosagem) e FDA – Food and Drug Administration (EUA), Council of Europe, entre muitos outros.

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